Considerada uma tecnologia revolucionária, o bitcoin tem atraído cada vez mais adeptos. Neste mês, por exemplo, a parceria entre uma fintech e uma administradora de cartões de crédito resultou no lançamento de uma conta digital que aceita a criptomoeda para saques, transferências e pagamentos. Já o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) passou a receber doações por meio de bitcoin. 

O avanço mostra que cada vez mais as criptomoedas chegaram para ficar. Mas, afinal, você sabe o que é bitcoin? É um ativo gerado por sistema de computadores. Em outras palavras, uma moeda inteiramente digital, livre do controle por bancos ou qualquer outra autoridade financeira. 

A gente sabe também que se trata de um software de código-fonte aberto, certo? Sustentado por uma rede de computadores distribuída – a chamada peer-to-peer – onde cada nó é, ao mesmo tempo, cliente e servidor. Esta inovação usa criptografia avançada e dispensa servidor central ou qualquer entidade controladora da rede. 

Por trás da criptomoeda está o blockchain, um grande banco de dados que registra todas as transações feitas no mundo. Ao contrário do que muitos pensam, o preço do bitcoin varia significativamente: hoje pode subir 15%, mas amanhã pode cair 20%, por exemplo. 

Ou seja, é preciso estar atento ao “efeito manada”, essa espécie de oba oba que se formou em torno do bitcoin e de qualquer outra criptomoeda. Muitos têm usado o bitcoin para aplicar o velho golpe da pirâmide financeira, aquela fraude que te oferecem uma bonificação se você trouxer cada vez mais investidores para um grupo. Diversos Hackers também aproveitam falhas nos sistemas de transações virtuais para o roubo de dados e valores. 

Caso o investimento em bitcoins esteja em seus planos, tenha cautela. Pesquise bem uma exchange, instituição que negocia a criptomoeda para pessoas físicas, antes de qualquer negociação. Entre os itens a ser considerados, é importante saber desde quando a empresa opera no mercado, quem são os donos e qual é o histórico. A recomendação para os iniciantes é sempre começar com pouco dinheiro. 

Outra informação que é importante você saber também: embora o bitcoin seja a moeda virtual mais conhecida do mundo, ela não é a mais usada. O tether ultrapassou o bitcoin como a criptomoeda mais utilizada em volume total, com transações chegando a quase US$ 21 bilhões por dia, contra US$ 17 bilhões do bitcoin.

Aliás, há muitas outras criptomoedas no mercado, como cardano, litecoin, stellar, nem, monero, zcash, dogecoin, ripple. Quer outras opções? No site especializado Coin Market Cap, há pelo menos 1.448 tipos de moedas, que juntas movimentam dezenas de bilhões de dólares todos os dias.

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