Uma das virtudes da tecnologia é facilitar tarefas que antes eram complexas. E tem uma novidade que promete dar uma boa ajuda para quem trabalha com vídeo. Por meio de um esforço conjunto entre a Universidade de Standford, a Adobe e outras instituições, foi criado um algoritmo que consegue alterar produções audiovisuais com mesma facilidade com que se corrige algo no Word ou em qualquer outro programa de texto. 

Com essa novidade é possível acrescentar, remover ou corrigir palavras na tela apenas arrastando e deixando as expressões onde elas precisam aparecer.

O programa, ainda sem nome definido, vai ser apresentado na SIGGRAPH 2019, que rola em Los Angeles entre 28 de julho e 1º de agosto.

Em resumo, o programa faz o seguinte: pega a transcrição do áudio, tenta entender quais outras partes ele pode reaproveitar para montar novas palavras e colar isso com inteligência artificial.

A partir de uma edição de texto, o algoritmo escaneia o vídeo todo para detectar os trechos mais adequados ao reaproveitamento. Depois, mescla uma com a outra e renderiza o material até que as feições da pessoa fiquem o mais idêntico possível com as reais dentro da alteração feita.

São 3 formas de preencher com texto a parte que precisou ser mudada: regravando as vozes, utilizando uma gravação ao estilo Google Translator e a última é com um algoritmo que sintetiza fala do narrador de maneira impressionantemente similar com a original.

É um recurso bem interessante para produções mais complexas e de maior duração, nas quais um pequena alteração dá um baita trabalho. Também vai ser bem útil para deepfakes, aqueles vídeos em que se coloca o rosto de uma pessoa em outra em um vídeo. Tem um do Keanu Reeves evitando um assalto que repercutiu bastante.

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