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A BrazilJS tem como missão levar conteúdo exclusivo e de qualidade para toda a comunidade. Você sabe qual é o conceito de comunidade? Entre os tantos existentes, podemos resumir em pensar a sociedade como um todo. Por isso, a maior conferência de JavaScript do mundo bate nas teclas da diversidade e da inclusão todo ano. 

O Gabriel Moreira, de São Paulo, diz que esses assuntos foram muito pautados durante a 9ª edição, inclusive, pelos participantes.

“Você vê a inclusão, é aparente. O evento está trazendo essa ideia para a conferência, com os palestrantes e com engajamento da comunidade”.

Pensar a sociedade como um todo é não tolerar qualquer tipo de preconceito. É ser inclusivo com todas as pessoas. E a BrazilJS Conf cumpre o que prega por meio do seu Código de Conduta. Na 9ª edição, ele foi reforçado durante todo o evento. Tolerância zero para comentários ofensivos relacionados ao gênero, identidade de gênero e expressão, idade, orientação sexual, deficiência, aparência física, tamanho corporal, cor de pele, etnia, religião, escolhas de tecnologias, imagens sexuais em espaços públicos, intimidação deliberada, perseguição, stalking, fotografias ou filmagens constrangedoras, interrupção contínua das apresentações ou outros eventos, contato físico inadequado e atenção sexual indesejada. Com a possibilidade do assediador ser expulso do evento, de outras edições e até de eventos filiados.

A ideia do código de conduta também foi adotada pelo Gramado Summit, maior evento de brainstorming da América Latina. O Pyetro Rutzen e Eduardo Kupka estiveram na BrazilJS representando o Gramado Summit. Para eles, é importante que as pessoas se sintam bem em um ambiente seguro e que preza o respeito. “A existência do código é uma forma de se respaldar e ter mais garantia de que todos estão bem e ninguém se desrespeitando. Afinal, a inovação, a tecnologia e o futuro em si não podem ter nenhuma entrada do preconceito”, declara Pyetro.

Elas em destaque

E quando se trata de desrespeito, infelizmente, as mulheres ainda enfrentam situações no mercado de trabalho e em mundo considerados como masculinos, como o da tecnologia. Por isso, elas foram o destaque da BrazilJS 2019, que reforçou a importância da visibilidade feminina no meio tech.

A Emilly Calvet, de Porto Alegre, que veio pela primeira vez este ano na BrazilJS, sentiu-se representada com a participação das mulheres como speakers na conferência e reforçou como é significante para ela o código de conduta. “O código está ajudando muito para deixar todo mundo confortável e à vontade. Eu que vim sozinha estou me sentindo tranquila”, completou Emilly.

A voz da periferia 

Depois de participar e apresentar o seu podcast na BrazilJS 2018, o QuebraDev ficou responsável pela live nos dois dias da BrazilJS deste ano. O objetivo do movimento social é representar na área de tecnologia as pautas técnicas e não técnicas que abrangem assuntos tecnológicos, sociais e políticos que atingem diretamente a vida do periférico e de toda a sociedade.

O Kaio Leal, uma das vozes do QuebraDev, fala da importância da BrazilJS ter dado voz e visibilidade para o movimento social que surgiu de um podcast. “Com o impacto que ganhamos, as pessoas ficam felizes em nos ver na live porque falamos como elas, nos comunicamos como elas e nos vestimos como elas. Hoje temos mais segurança que no ano passado justamente pela BrazilJS ter nos abraçado”, disse.

Sobre a diversidade e a inclusão, Kaio comentou que a comunidade de programação, principalmente, de linguagens open source, tende a ter mais empatia com a vida humana. O que, normalmente, não acontece no meio corporativo. 

“É um momento em que minorias têm espaço para falar sobre tecnologia. Outros meios dão essa visibilidade, mas não como a BrazilJS que tem um grande impacto na área”, finaliza Kaio Leal.

Independentemente da área, tecnológica ou não, somos humanos e fazemos para humanos. O respeito, que é a base das relações humanas, ainda precisa ser muito pautado para que seja cumprido. É importante destacar isso em um evento de tecnologia. É importante, também, mostrar que a sociedade é composta por diferentes pessoas e que elas fazem a diferença. Todos precisam se sentir representados, até porque a BrazilJS só existe pela comunidade.

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