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A versão premium do Firefox está cada vez mais perto de ser lançada. A Mozilla já colocou no ar uma espécie de pré-venda (mas que na verdade funciona como demonstração de interesse em adquirir no futuro), com o valor de US$ 4,99 mensais para contar com a ferramenta.

Por meio de parceria com alguns dos principais editores do mundo, a organização pretende oferecer uma melhor experiência de consumo de informação, dando mais conforto ao leitor. Um dos exemplos é o bloqueio de anúncios – e não poderia ser diferente, levando em consideração outras iniciativas realizadas nesse sentido. O principal parceiro no projeto que vem sendo chamado de Firefox Ad-free Internet é o Scroll, que já trabalha para oferecer um consumo de conteúdo sem distrações. 

E se o usuário precisa interromper a leitura por algum motivo, a versão paga do Firefox vai sinalizar o ponto em que parou para que ele continue dali, mais tarde. Já para encontrar novos conteúdos haverá uma lista de recomendações, alinhada com o que faz mais sentido para aquele leitor e dentro das principais novidades.

Mais confortável do que ler sem anúncios e saber onde parou na última vez é nem precisar ler. Por isso o navegador premium vai oferecer também a versão em áudio dos conteúdos. Se o usuário estiver no meio de uma leitura pelo notebook e precisar, por exemplo, entrar no carro ou caminhar pelas ruas, basta continuar ouvindo o conteúdo direto do smartphone, de onde parou – tudo perfeitamente sincronizado entre dispositivos, segundo a Mozilla. 

Por enquanto o site traz uma explicação sobre o projeto e as principais funcionalidades que aparecem no Firefox Ad-free Internet. Ao clicar para adquirir, surge uma tela explicando que o navegador ainda está em desenvolvimento e convidando para uma pesquisa que avalia o grau de interesse no produto. É possível fazer uma avaliação se cadastrando no Scroll, para ter uma ideia de como vai funcionar a ferramenta.

O objetivo da Mozilla ao lançar a versão premium do Firefox é financiar a organização sem depender tanto das oscilações do mercado, já que hoje cerca de 90% do faturamento vem dos mecanismos de pesquisa. Em entrevista à revista alemã t3n, em junho deste ano, o CEO da Mozilla, Chris Beard, já havia antecipado que busca uma relação mais próxima com os usuários para contar com novas fontes de receita.

Aproveitando uma das perguntas que a Mozilla faz no site, fica o questionamento: quanto tempo você levaria para adquirir o plano pago do Firefox?