A Microsoft parece querer retomar (quem não iria?) a receita que a consolidou no topo da computação mundial nas décadas de 1980 e 1990: sistema e processador – na época, Windows e Intel – trabalhando juntos para uma performance satisfatória. Desta vez, o protagonismo desejado é na área de inteligência artificial (IA).

O caminho parece estar traçado. A empresa investiu alguns milhões de dólares na Graphcore, empresa de Bristol, na Inglaterra, que desde que foi fundada, em 2016, encantou o mundo com a possibilidade de fabricar um processador que acelere os cálculos necessários para executar tecnologias de IA. 

Agora, esses componentes estão à disposição dos clientes da plataforma em nuvem Azure, da Microsoft. A empresa não vê a hora de ganhar popularidade entre os clientes de aplicações de IA.

Uma das principais diferenças está no fato de os chips da Graphcore terem sido projetados exclusivamente pensando em processamento de IA. Até hoje a maioria das aplicações utiliza processadores adaptados para a tarefa. Entre as tecnologias suportadas mais facilmente pelo componente estão o reconhecimento facial, de fala, análise de linguagem, de carros, dirigir veículos e treinar robôs. 

O objetivo da Graphcore é chegar a empresas que tenham na IA sua atividade principal, ou quase isso – como startups de carros autônomos – e aquelas que dependam da automação para sobreviver – empresas de trading ou que processam quantidades imensas de áudio e vídeo.

As duas parceiras divulgaram um estudo de benchmark sugerindo que o desempenho do processador deve ser equivalente ou superior aos componentes fabricados por Nvidia e Google mesmo utilizando algoritmos criados para as plataformas rivais. Ou seja, quando o código for preparado pensando na capacidade do chip da Graphcore, a tendência é de uma eficiência ainda maior. 

A diferença precisa ser realmente grande para convencer quem já está acostumado a utilizar outras plataformas a migrar. Mas, de qualquer forma, a parceria permite que a Microsoft avance mais rapidamente em IA e, de quebra, alavanca a chegada da Graphcore a um grande número de potenciais clientes.

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