O dia a dia das empresas de tecnologia é bem complexo. Quando falamos de fintechs, essa complexidade pode ser ainda maior, não apenas pelo desafio tecnológico, mas também pelo crescimento do mercado.

Entre 2018 e 2019, o setor de fintechs no Brasil cresceu muito. O Mapa de Fintechs do Brasil fez um levantamento em 2019 e concluiu que existem 504 fintechs operando no país espalhadas em 10 segmentos. Esse número representa um aumento de 34% em relação a 2018, quando o número foi de 377.

Para entender um pouco sobre como essas empresas lidam com os métodos agéis e com o desenvolvimento de software na prática, falamos com o Jorge Olimpia, Agile Coach na SumUp.

Como a SumUp trata problemas complexos no dia a dia?

Basicamente aqui na SumUp nós lidamos com problemas complexos e exploramos alguns conceitos de diversas fontes, sejam práticas de mercado ou literatura. Avaliamos de que forma eles podem contribuir para reduzirmos nosso tempo de resposta nos produtos e serviços que entregamos para os nossos clientes, tentando assim minimizar também as dependências entre times e que ainda contribuam na melhoria da motivação das pessoas ao redor dessa cadeia de valor.

Quais conceitos são utilizados e como são aplicados?

Dentre as abordagens que adotamos uma delas está relacionada a um conceito chamado Organic Agility. Este conceito é, ao mesmo tempo, um acrônimo e uma metáfora que, basicamente, nos motiva a adotar modelos de estrutura organizacional que atendam as necessidades de negócios, baseado no contexto e no momento em que é necessário. Por exemplo, aqui na SumUp, muitos times de engenharia e produto utilizam uma organização baseada em squads e tribes. No entanto, muito mais do que copiar um modelo, nós fomos entender os princípios por trás dele e, com base nisso, adaptá-lo ao nosso contexto. Utilizamos os nomes squads ou tribes apenas para criar uma linguagem única na SumUp, facilitando o entendimento do que cada um desses times faz ou é responsável.

Qual o principal objetivo da SumUp ao utilizar métodos agéis?

Como agilistas, nosso principal interesse aqui é ajudar a criar uma organização resiliente e que hoje está baseada em cadeias de valor para o cliente. Como isso é um processo de melhoria contínua, e a cultura da SumUp é baseada em experimentação, os squads e tribes avaliam quando é necessário uma nova mudança, baseado nos resultados dos experimentos anteriores. Por exemplo, uma das iniciativas que ocorre é o processo de event storming, que é baseado no Domain Driven Design. Os resultados dessas sessões podem gerar novos domínios e como resultado a reorganização dos times, se necessário. Essa reorganização pode ser aumentar o time, dividir o time em domínios distintos ou ainda redirecionar o propósito do time baseado em sua missão. Por fim, nós estamos atentos ao que as empresas têm utilizado para estabelecer e reorganizar suas estruturas.

Resumo final

Estamos sempre em busca de novos aprendizados para melhorar os nossos processos, colocando nossos princípios e valores em primeiro lugar. Com isso, a gente se inspira com o que há no mercado, mas sempre pensando em manter a cultura e o jeito SumUp de ajudar nossos clientes.

A SumUp é uma fintech global que conta com 15 escritórios pelo mundo, inclusive no Brasil, cuja missão é ajudar os pequenos negócios a crescer. Para isso, o investimento na área de Engenharia & Produto tem sido grande, sempre mantendo em mente que todas as soluções devem resolver a dor do cliente sempre. Espaço para crescer não falta! Fique por dentro de como é a vida na SumUp e seus desafios tecnológicos.

Autor(a)

Time de redação de conteúdos exclusivos da BrazilJS.
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