A notícia é chocante: mulheres, negros, asiáticos recebem salários menores na gigante Oracle, no Vale do Silício. E não são trocados: conforme o Labor Department dos Estados Unidos, a quantia alcançou US$ 401 milhões ao longo de quatro anos. O órgão está processando a companhia por discriminação salarial, na comparação ao que é pago para homens brancos.

Conforme noticiado pelo jornal americano Washington Post, 21 ex-funcionários ou atuais da Oracle serão chamados para testemunhar na Justiça sobre o caso, um dos mais rumorosos no gênero. De acordo com a investigação, em 2016 algumas mulheres receberam até 20% a menos do que seus colegas homens, o que equivale a US$ 37 mil. 

“Bem, se você contrata uma mulher, ela trabalhará mais pesado e por menos”, afirmou em testemunho Kirsten Hanson Garcia, funcionária da Oracle por 16 anos e que diz ter ouvido essa frase da boca do responsável pela área de Recursos Humanos, durante uma reunião com executivos importantes da empresa.

Durante audiência em San Francisco, na Califórnia, a Oracle se defendeu das acusações. Deu até como justificativa o fato de ter como CEO uma mulher, Safra Catz. Mas a acusação não deixou por menos: vejo o que disse a representante do órgão do governo americano para auditoria de fornecedores, Janet Herold.

“A única coisa pior do que discriminação econômica é a discriminação econômica subsidiada por dinheiro de impostos”. 

A descoberta se deu porque companhias com contratos governamentais superiores a US$ 100 milhões passam por auditoria, e há legislação nos EUA que obriga fornecedores do governo a estabelecerem uma política de oportunidades iguais. Se condenada na ação, a Oracle poderá ser obrigada a fazer pagamentos retroativos aos prejudicados e a perder os contratos com o governo.

O Google também passa por acusações semelhantes de discriminação a negros, mulheres e asiáticos para contratação, promoção ou pagamento.

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