E nos primeiros dias do ano, recebemos uma notícia que gerou bastante repercussão no mercado: Nubank adquire a Plataformatec, uma empresa especializada em engenharia de software e métodos ágeis, numa transação chamada de acqui-hiring, que nada mais é que um neologismo para talent aquisition.

As empresas já trabalharam juntas em projetos anteriores, e a compra teve como principal objetivo absorver a mão de obra da empresa. Em um cenário nacional de falta de mão de obra qualificada para áreas de tecnologia, essa aquisição é estratégica para a empresa.

Essa prática é bem comum em grandes empresas. Google, Microsoft, Facebook. Nas brasileiras, também já tivemos o caso da Gympass, também no final de 2019, que adquiriu a Flaner (startup portuguesa de inteligência artificial), por exemplo.

O ponto principal da discussão foi a manutenção do Elixir: qual o futuro da linguagem sem o suporte da Plataformatec? Sobre isso, Jose Valim, que é o único brasileiro que faz parte do Core Team, informou que continuarão desenvolvendo e mantendo a linguagem de programação na mesma capacidade que vêm desenvolvendo nos últimos anos. Tanto que estão em contato para transferir todos os ativos, incluindo as marcas comerciais existentes e o site da Elixir para seu controle.

O tema gerou bastante discussao no twitter, de gente que investiu na linguagem e agora ficaria sem saber o que vai acontecer. Houve até o compartilhamento da quantidade de contribuições, sendo o Jose Valim o principal.

A comunidade agora fica com essa missao ainda mais forte , de manter, compartilhar conhecimento, ,apoiar a jornada das pessoas que estao aprendendo e querendo aprender, ajudando a escalar e porque nao…tornar a linguagem mais acessivel ja que grande parte do conteudo ainda é em ingles. Uma grande demonsntraçao desse esforço é a Elixir Brasil, que vai acontecer em maio em SP , prometendo ser ainda mais inclusiva e próxima das pessoas.

Um ponto fundamental: falou-se sobre valor do negócio, sobre a manutenção da linguagem, mas pouco ou nada se falou sobre as PESSOAS. Como será a integração do time ao Nubank? Onboarding é uma coisa muito séria e deve ser levado como tal. Não se trata somente de um emprego novo. É um novo ambiente social. Não é um trabalho, é a construção de um nome, uma história, uma nova realidade. E este é um processo contínuo, que pode e deve durar o tempo necessário para que as pessoas se sintam pertencentes.

Escrevi sobre Integração de Colaboradores há algum tempo, mas ainda é atual: https://www.linkedin.com/pulse/6-dicas-b%C3%A1sicas-para-integrar-e-reter-novos-andreza-rocha/

Autor(a)

Andreza Rocha
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