Em sua segunda participação na BrazilJS Conf, o QuebraDev mostrou força e marcou uma posição fundamental para quem trabalha com inclusão. Voltar à maior conferência JavaScript do mundo, já mais maduro e conhecido, consolidou a trajetória que soma pouco mais de um ano. 

“No ano passado tínhamos acabado de construir o podcast, com uma identificação comunicativa que remetesse à periferia, às nossas origens. Começamos a conversar com as pessoas, queríamos mostrar nosso trabalho”, lembra Kaio Leal, um dos fundadores do projeto. O contato começava a impactar a comunidade a partir de pessoas como a Andreza, que deu a oportunidade para que subissem ao palco e falassem do trabalho.

Esse passo foi importante para que eles começassem a ganhar visibilidade. O podcast se tornou parte de um movimento muito maior, com outros formatos de mídia e projetos de educação e inclusão. 

Na visão dos integrantes do QuebraDev, a repercussão graças à BrazilJS foi determinante. “Esse ano chegamos com o pé na porta, ganhamos impacto”, resume Kaio. O mais legal, segundo ele, é ouvir da comunidade que a identificação com o modo de falar, se vestir e o comportamento, de um modo geral, dão segurança para que outras pessoas se sintam mais confortáveis neste e em outros eventos. Não só isso: eles também sentem essa segurança cada vez maior. 

Tá bom. Mas pode melhorar.

Na avaliação de Kaio o comportamento da comunidade de programação, principalmente de linguagens open-source, tende a ser um pouco mais solidário. As comunidades têm mais empatia à vida humana, mas o ambiente corporativo ainda não. Por isso eles acreditam na importância desses grupos, geralmente em número menor, em tomar espaços para falar de tecnologia e dos problemas que enfrentam no dia a dia. “A BrazilJS Conf não é o único evento que abre as portas para essa discussão, mas por sua magnitude tem visibilidade maior. Logo, impacto maior”, avalia.

Ainda assim, sempre é possível crescer (não apenas em tamanho, mas também em representatividade). Mesmo reconhecendo que já houve um avanço enorme, eles deixaram uma sugestão: que haja mais mulheres negras e trans nas próximas edições. 

Criado em São Paulo a partir do interesse em comum de vários jovens negros de periferia, o QuebraDev é um movimento social que busca a democratização da informação sobre tecnologia e internet, que por si só já é um ambiente democrático. 

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