A Wikipédia apresentou sua própria rede social e chega prometendo bater de frente com ninguém menos do que o Facebook. A criação da WT:Social havia sido antecipada no WikiTribune, em artigo assinado por um dos fundadores da plataforma, Jimmy Wales. 

No início de novembro, ele confirmou e deu mais detalhes durante a Feira Digital X, na Alemanha. A desafiante chegou para ligar o sinal de alerta na empresa de Mark: “Adeus, Facebook. Está na hora de algo novo”, disparou Jimmy.

A principal diferença está, claro, na forma de financiamento. Assim como a própria Wikipédia, a rede social deve ser financiada por doações da comunidade que colabora para sua manutenção. Assim, não deve ter anúncios publicitários.

Isso sinaliza menos incômodo com propagandas na tela. Mas, mais do que isso, bate de frente com um dos pontos mais polêmicos da atuação do Facebook: a armazenagem e formas de utilização dos dados de usuários, incluindo o fornecimento desses dados a terceiros. 

Segundo Jimmy Wales, a rede social jamais venderá informações dos usuários. Outra grande diferença deve estar no algoritmo de curadoria do conteúdo que vai para a tela. 

A caça às fake news, uma das bandeiras que o Facebook tenta empunhar (ou convencer de que o está fazendo), surge como outro fator importante para a WT:Social. Pelo Twitter, Wales explicou que a proposta é de evolução do WikiTribune, onde notícias são publicadas por profissionais da comunicação, mas as informações podem ser checadas e o conteúdo, alterado por colaboradores. 

“O WikiTribune está se tornando social e migrando para uma plataforma de software totalmente nova que eu projetei e que construímos do zero – abandonando o WordPress para nossa própria plataforma personalizada”, detalhou Wales em seu artigo.

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