MidiaÉtnica_Lab – Um laboratório de ideias e propósitos

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O Instituto Mídia Étnica (IME), de Salvador, acaba de lançar o MidiaÉtnica_Lab para promover e divulgar ferramentas tecnológicas e sociais desenvolvidas nas periferias.

Lorenna Vilas Boas, estudante de engenharia elétrica da Universidade Federal da Bahia (UFBA), que acaba de ser contratada pelo IME

Lorenna Vilas Boas, estudante de engenharia elétrica da Universidade Federal da Bahia (UFBA), que acaba de ser contratada pelo IME

Nos últimos 11 anos, o Instituto Mídia Étnica (IME), baseado em Salvador, se tornou uma referência no Nordeste, em particular, e no Brasil, em geral, em diversos debates. A lista inclui desde a busca por uma imprensa mais inclusiva e plural, que acabou dando origem ao portal Correio Nagô (http://correionago.com.br/portal/) e à TV Correio Nagô (http://tinyurl.com/kag7f6l), até a disseminação no país de tecnologias disruptivas para uso comunitário, como a plataforma VOJO, vinculada ao Massachusetts Institute of Technology (MIT) (http://tinyurl.com/y73hetnz). Todo este aprendizado acabou gerando um dos mais ricos acervos do Brasil sobre a produção e o acesso da comunidade afro-brasileira às ferramentas da Tecnologia da Comunicação e da Informação (TIC).

Mas, os integrantes do IME desejam chegar ainda mais longe. Para isso, acabam de lançar o MídiaÉtnica_Lab, uma plataforma que nasce com a ambição de atingir o mundo. “Queremos dar visibilidade a empreendedores que atuam com inovações tecnológicas e inovação cidadã, com foco na promoção da comunidade negra no Brasil, na América Latina e no mundo”, destaca Rosalvo Neto, diretor do Instituto. Para alcançar este patamar, o IME vai se valer de convênios, acordos de cooperação e parcerias com makers e labs em diversos pontos do planeta. O trabalho será articulado por Lorenna Vilas Boas, estudante de engenharia elétrica da Universidade Federal da Bahia (UFBA), que acaba de ser contratada pelo IME.

Apesar de ter apenas 19 anos, Lorenna já tem muito o que contar. No início deste ano, ela participou da Intel International Science Fair 2017, em Los Angeles, onde apresentou o JustStep (http://tinyurl.com/y96q2fot), um piso tátil integrado a um comando de voz destinado a melhorar a autonomia e a qualidade de vida dos deficientes visuais.

Também repetiu a dose na Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), realizada na Poli-USP. Mais. Seu trabalho também foi destaque na primeira edição da Campus Party Bahia, realizada em agosto. Além disso, foi delegada do Brasil no grupo G (Girls) 20, que reuniu jovens de todo o mundo, na Alemanha, para debater as formas de ampliar a participação das mulheres na agenda do G-20, grupo dos 20 países mais ricos do mundo.

“Sinto-me honrada pela confiança do Instituto em meu trabalho”, diz Lorenna. “Quando recebi a proposta eu aceitei de imediato, pois minha visão se casa perfeitamente com a do Instituto que é a de mostrar que não existem limites para os negros e as negras em nenhuma área, tampouco na de tecnologia”.

E é esta mensagem que Lorenna pretende passar durante sua participação (http://tinyurl.com/ycc4nba7) no HackTown 2017, que acontece entre os dias 7 e 10 de setembro, em Santa Rita do Sapucaí (MG). Trata-se de um dos maiores e mais importantes eventos de tecnologia realizado fora das capitais. O diretor do IME diz que é também por meio destes fóruns que ele espera fortalecer o papel do MídiaÉtnica_Lab como uma alavanca de desenvolvimento e promoção das competências dos jovens afro-brasileiros.

Este trabalho contará, ainda, com uma ampla agenda envolvendo atividades de mentoria e encontros destinados à troca de ideias e a disseminação e validação de tecnologias. “Esperamos despertar nos jovens a capacidade de propor soluções para as demandas sociais a partir do uso da tecnologia”, explica Rosalvo Neto. “Para isso, vamos focar na inovação como algo possível, a partir das ferramentas que temos à mão, como os smartphones”, finaliza.

Na lista de atividades já consta o Meet up – Mídia Étnica, encontros semanais que serão realizados na sede do IME, em Salvador. Eles se destinam a abordar novas perspectivas na área de tecnologia e inovação com intuito de aproximar o povo preto, e principalmente a mulher preta, do universo tecnológico. As atividades começam em setembro.

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