BRJS2017: Confira como foram as palestras da manhã do segundo dia

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21106634_1559404730806126_6431414157687671555_n O segundo e último dia da BrazilJS 2017 em Porto Alegre começou com Jem Young (@JemYoung), da Netflix, alertando que “colocamos nossos sonhos e esperanças no computador, mas não somos um”. Com isso, ele chamou a atenção para o fato de passarmos a maior parte do tempo lendo e compreendendo códigos, e escrevendo outro tanto, esquecendo que os humanos ainda precisam ler esses códigos.

– Quando você está programando, não gosta de interrupção porque aquele código está todo na nossa cabeça. E os códigos que lemos muitas vezes são de outras pessoas. Se não entendemos, isso é bem ruim. E se for o nosso próprio código, nos sentimos tolos.

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Com a dica de que a simplificação pode ser o melhor caminho, Jem brincou que, como engenheiros, precisamos ser preguiçosos porque os computadores são bons em fazer o mesmo de novo e de novo.

– Eu, como engenheiro, quero prepará-lo para isso. Preguiçosos escrevem bons códigos – brincou. – O que é um código bom? Precisa ser útil e escalável. Só isso. Mas é difícil ser preguiçoso. A única forma de melhorar é trabalhar com um oponente melhor, e muitas vezes esse somos nós mesmos. Saiam da zona de conforto. E colaborem com a rede open source.

Evelyn Mendes Antes da segunda palestra, o mestre de cerimônias Erick Krominski fez uma fala sensível sobre a presença da mulher no mercado de tecnologia. Para uma plateia predominantemente masculina, ele pediu o fim do preconceito de gênero e chamou algumas mulheres para falar de situações deselegantes que tinham vivido ou presenciado no trabalho. Foi a abertura perfeita para a entrada de Evelyn Mendes (@jelielmendes). Mulher trans, que tem superado todas as adversidades de um mundo ainda ignorante e cruel, ela começou convocando todas as mulheres presentes a subir no palco.

– Não há mais espaço para preconceito! Nós estamos de olho em vocês, machistas – disse Evelyn.

– Nós não somos inimigas de vocês. Somos parceiras! – complementou Alda Rocha (@mjcoffeeholick), palestrante da edição 2016 do BrazilJS.

Já sozinha no palco, Evelyn começou a palestra Angular 4 + Firebase – RealTime não precisa ser complicado. Ela apresentou as funcionalidades da plataforma do Google e explicou como fica mais fácil utilizar a ferramenta para quem é desenvolvedor FrontEnd. Mas avisou:

– O Firebase não vai te suprir totalmente. Mas é uma forma rápida de trabalho para quem é desenvolvedor FrontEnd. Ele vai resolver muitos dos teus problemas, sem a necessidade de um desenvolvedor BackEnd.

Luigui Delyer Quem entrou em cena a seguir foi Luigui Delyer (@luiguild) com a palestra Map visualization, IoT e Big Data. Transformando informação em valor, latitude e longitude. Delyer, FrontEnd e Geo Developer na WebRadar, apresentou o GIS, Sistema de Informação Geográfica, e falou em como “apenas colocar um pontinho no telhado do cliente” em um mapa é praticamente desconsiderar uma série de possibilidades.

– O pontinho no telhado só tá ocupando um lugar no site. Pesquisas mostram que o usuário vai lá embaixo onde está o endereço e copia para o celular. O uso de mapas pode entregar muito mais aos clientes – afirmou.

O palestrante apresentou então alguns cases. Mostrou, por exemplo, como é possível medir a qualidade da rede de telefonia móvel e internet, e não foi surpresa verificar que no Brasil isso é sempre pior do que em outros lugares do mundo, como Hong Kong ou a região da Torre Eiffel, em Paris. Também demonstrou como apresentar aos clientes gráficos gerados a partir de Big Data aplicada ao mapa. E tudo de forma simples, utilizando uma ferramenta que já está disponível.

– Quem melhor entrega soluções hoje é a Esri ArcGis. A aplicação de layers pode entregar diferentes soluções.

Fernanda Bernardo Após um breve intervalo, Fernanda BernardoFernanda Bernardo (@Feh_Bernardo) entrou em cena para falar sobre ECMASCRIPT7. Engenheira de software da Elo7, ela começou lembrando como foi o início do JavaScript e de como, lá no começo, quando os desenvolvedores do JS precisaram de ajuda para difundir o que estavam fazendo, acabou surgindo também o TC39, grupo organizado pela Ecma International que iniciou uma colaboração muito importante para a expansão do JS.

Mariko Kosaka Quem palestrou logo depois foi Mariko Kosaka (@kosamari), Web Developer do Google. Ela, que ama tricotar, disse que pensa no código como uma trama de tricô, onde as coisas precisam ser encaixadas com precisão para se ter um resultado bonito e eficiente.

Apesar do conhecimento de programação, Mariko ainda não se sentia uma compilor. E ela conta que foi depois da leitura de Design by numbers, de John Maeda, que pegou algumas especificações e começou a compreender melhor o que poderia fazer com aquilo. E entendeu que, como a tricoteira que olha para o novelo de lâ e sabe no que vai dar aquilo, um compilor olha para o código e já sabe o que vai resultar.

Como exemplo, Mariko criou na hora um pequeno babel plugin e incentivou a plateia a fazer o mesmo, ajudando a desenvolver a aplicação. – Henry Zhu disse que Babel precisa de ajuda – ela alertou, antes de dizer que, sendo uma compilor, ela se tornou uma melhor engenheira de software. – Ok lidarmos com coisas que não nos são familiares. Cabe a nós criarmos a ponte.

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