BRJS2017: Confira como foram as palestras da tarde do segundo dia

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img_2081Já sentindo saudades desse mega evento, a plateia voltou rapidinho do almoço para acompanhar Christiano Milfont (@cmilfont) falar sobre ‘Progressive Web App já é possível?’ Depois de um tempo afastado, ele voltou a BRJS para, com muito bom humor, provocar o público.

– Por que vocês não estão usando Progressive Web Apps ainda? Então na segunda vocês vão chamar o chefe na salinha e dizer que têm uma novidade – disse ao constatar que pouca gente presente no Centro de Eventos do Barra Shopping já estava familiarizado com os PWAs.

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Milfont discorreu sobre o fim dos apps como conhecemos hoje. Mostrou, por exemplo, que 60% dos apps já feitos nunca foram baixados. E que isso só vai aumentar.

– Não tem desculpa para não começar hoje a usar PWA – afirmou.

Loiane Groner A seguir, Loiane Groner (@loiane) subiu ao palco para esmiuçar o assunto ‘Type Script – the fun parts’, com toda a categoria de quem já possui diversos livros publicados. Ela é autora de Ext JS 4 First Look, Mastering Ext JS, Sencha Architect App Development e Learning JavaScript Data Structures and Algorithms, JavaScript Regular Expressions, todos lançados mundialmente em inglês e com traduções para chinês e coreano. Aliás, várias pessoas na plateia levantaram uma das obras da palestrante, que foi cultuada como uma verdadeira ícone do JavaScript.

Vlad Filippov Direto de Toronto, no Canadá, Vlad Filippov (@vladikoff) entrou a seguir e, em inglês, falou sobre 3D Experiences + The Web Plataform. Senior software engineer na Mozilla, ele tratou começou recuperando a evolução da WebGL, dizendo que a realidade virtual vai voltar a se tornar popular nos próximos anos.

– Teremos novos softwares e novos hardwares que vão possibilitar isso – explicou, corroborando uma opinião que vem sendo reforçada desde as primeiras palestras do BRJS, na manhã de sexta.

E com uma breve demonstração acerca das possibilidades que já existem, Vlad despertou o público para esse campo em franca ascensão.

– Nós podemos começar coisas novas. E a seguir podemos fazê-las mais complexas – afirmou, antes de mostrar como um professor poderia utilizar em sala de aula a realidade virtual para trabalhar sobre planetas.

Salvador de la Puente A BrazilJS seguiu internacional com a apresentação de Salvador de la Puente ((@salvadelapuente), que explanou sobre A-Frame 101. Developer advocate na Mozilla, ele também tratou de realidade virtual.

– Realidade virtual ainda é uma mídia nova. Alguns dizem até que é a última mídia, pois você pode criar novas formas de comunicação usando realidade virtual.

Segundo De la Puente, o conteúdo de um ambiente de RV não precisa ser realístico, mas tem que prover significado e interação focada na presença.

– A Web não é só para programadores. Web Technologies precisa de todo time de autor – afirmou, antes de completar que HTML e CSS não foram desenvolvidos para lidar com 3D e, por isso mesmo, JavaScript é tão necessário. Em cima disso, De la Puente demonstrou como A-Frame pode reduzir drasticamente as linhas de código, usando elementos customizáveis, com muitas vantagens sobre o HTML.

Mike Taylor (@mikettf), que esteve na primeira BrazilJS, em 2011, voltou ao evento para abrir a parte final da edição 2017. Com muito humor, que, aliás, foi um dos pontos fortes desse último pedaço do BRJS, ele trouxe uma série de informações sobre código e destacou, por exemplo, que não importa o browser que o usuário estiver usando.

– Com o API correto, o usuário vai sempre receber a melhor experiência em relação ao que estamos entregando e você não vai ter que fazer milhares de adaptações.

Mike ainda destacou os motivos que deveriam levar os programadores a escolherem (ou ao menos, se importarem com) os Weird APIs, tema de sua palestra, e citou código base mais previsível, menos bugs e menos questões técnicas, entre outras questões.

Andre Alves Garzia Com uma demonstração ao vivo de como utilizar JavaScript em uma máquina de fabricação caseira para produzir drinks, Andre Alves Garzia (@soapdog) levantou o ânimo da galera ao mostrar como um device pode ser barato e simples de ser feito – e, claro, levantou ainda mais ao distribuir bebidas!

– Essa placa – disse, apontando para a máquina. – Ela tem só 16 MB de memória.

Andre explicou que optou por usar o Tessel 2, e listou os motivos:

– É barato, tem WiFi, mais de 10 MB de RAM. Além disso, é JavaScript, é JavaScript rodando em uma plaquinha, favorece o aprendizado interativo de alto nível e tem uma comunidade forte atuando – afirmou, antes de arrancar mais aplausos e risadas da plateia ao dizer que disponibilizará um curso gratuito de como montar a máquina de drinks. – A educação básica não tem preço.

Guilherme Souza O clímax da BrazilJS, contudo, chegaria nos minutos seguintes. E não foi sem drama. Quando chegou a Porto Alegre, Guilherme Souza (@_Gui_Souza) viu que uma das peças que usaria em sua apresentação havia quebrado. Enquanto pedia para alguém em São Paulo despachar o material o mais rápido possível, se deu conta de que poderia tentar fazer uma cópia 3D na capital gaúcha. Uma madrugada de trabalho depois, estava tudo resolvido.

Por isso também, Guilherme subiu ao palco eufórico para a última fala da noite. Tomou em poucos goles o último drink de Andre Garzia e começou a apresentação “JS Gives You Superpower: Use Them”.

– Estou esperando por essa oportunidade há quatro anos – disse. – Na BrazilJS 2013, eu estava lá e vi apresentarem várias novidades, como o React. E eu era um bosta! Mas eu não sabia que era. Porque a pior coisa que pode acontecer na sua vida e você achar que sabe tudo. E eu achava que sabia.

Com um discurso que caminhava entre a emoção e o deboche, Guilherme contou como abandonou a escola e foi desacreditado pelos pais. A partir da BRJS 2013, contudo, deu uma virada. E quando se deu conta, estava palestrando em uma universidade.

– Eu cheguei lá, mas de outra maneira. E, quando vi, estava fazendo uma talk na Índia. E tudo começou na BrazilJS 2013. Eu desde então eu queria devolver algo ao evento.

Com apenas 24 anos, Guilherme falou com a naturalidade de um veterano. Incentivou o público a sair da zona de conforto e a buscar algo que faça a diferença, não só em sua vida, mas no mundo.

– Quando você for a referência na sua empresa, ‘rapa’. Sai logo daí! Com quem você vai aprender? – afirmou, antes de ampliar. – O JavaScript te dá superpoderes e você tem que usá-los. Somos uma comunidade bem bosta, e isso é um elogio. Porque tem um monte de coisas que ainda dá para fazer. Somos a maior comunidade maker do mundo. Mas temos que parar de desenvolver só framework e CSS. Até a Nasa já está usando JS. Qual o problema do mundo real que você está tentando resolver?

O palestrante, então, mostrou à plateia a prótese ativa que desenvolveu para quem perdeu um dos braços. Construída com peças feitas a partir de impressão 3D, programada com JavaScript, a prótese conceito foi feita na sala da casa dele durante dois anos. Agora, ele pretende que a comunidade JS ajude a melhorar o equipamento e já comece a testar com pessoas que precisam dessa solução.

– Só levei dois anos porque não tinha quem me ensinasse. Nós temos que ampliar essas ações – finalizou, aplaudido de pé, com um choro que emocionou o público que não queria ver o BRJS acabar. – A BrazilJS me mudou como pessoa!

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